Quem: Meta e a startup Overview Energy.
O que: assinatura de um contrato que prevê o fornecimento de 1 GW de eletricidade captada no espaço e enviada para a Terra por meio de feixes quase-infravermelhos.
Quando: o primeiro satélite deve ser lançado em janeiro de 2028; o anúncio do acordo foi feito agora, em 2026.
Onde: satélites ficarão em órbita geoestacionária sobre a linha do Equador, a cerca de 35 000 km de altitude; os painéis receptores ficarão em usinas solares em solo norte-americano.
Como: cada satélite coletará luz solar constante, converterá essa energia em micro-ondas de baixa intensidade e as direcionará a painéis especiais na superfície. Durante a noite, esses parques — hoje ociosos — continuarão gerando eletricidade, reduzindo a dependência de baterias e de combustíveis fósseis.
Por quê: somente em 2024, os data centers da Meta consumiram energia equivalente ao fornecimento anual de 1,7 milhão de residências dos EUA. A companhia busca fontes limpas e contínuas para sustentar a expansão da inteligência artificial generativa.
Desafios no horizonte
A Overview Energy, fundada há quatro anos em Ashburn (Virgínia), ainda não colocou nenhum satélite em órbita; o conceito foi testado apenas com um avião. Questões regulatórias, riscos de segurança e eficiência do feixe serão avaliados por órgãos como FCC e NASA. Críticos lembram que a ideia de transmitir energia do espaço existe desde os anos 1970 e nunca saiu do papel comercial.
Do outro lado do debate, Elon Musk, CEO da SpaceX, sugere instalar os próprios data centers no espaço para aproveitar a luz solar diretamente — proposta que, por enquanto, também carece de provas de viabilidade técnica e econômica.
Imagem: Internet
O que muda para a IA?
Se o modelo da Meta funcionar, a empresa poderá escalar seus clusters de GPU sem o mesmo impacto nas redes elétricas locais. Isso abre caminho para novos serviços baseados em IA — de chatbots a motores de recomendação — com menor pegada de carbono.
Perguntas frequentes
Esses feixes são perigosos para aviões ou aves?
A Meta afirma que a intensidade é baixa e que o feixe será desligado automaticamente se sair do alvo, mas órgãos reguladores ainda precisam validar.
Quanto custará cada satélite?
Nem Meta nem Overview divulgaram valores, mas analistas estimam centenas de milhões de dólares por unidade, incluindo lançamento.
Existe algum piloto em solo?
Há um protótipo terrestre que recebe energia de micro-ondas emitida por drones, mas ainda não em escala industrial.
Análise rápida: vale comprar ações da Meta?
| Fator | Impacto Potencial | Nossa Visão |
|---|---|---|
| Redução de custos energéticos | Alto no longo prazo | Positivo |
| Riscos tecnológicos | Elevado | Neutro |
| Pressão regulatória | Médio | Neutro |
| Expansão da IA | Muito alto | Positivo |
Insight do D&Blog: para quem mira o longo prazo, a Meta reforça sua posição como uma das poucas big techs dispostas a bancar soluções energéticas radicais. Ainda que o risco seja grande, o retorno pode vir na forma de maior escalabilidade para produtos de IA, algo pelo qual o mercado tem pago prêmios generosos.
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