O GitHub confirmou que seu assistente de programação alimentado por IA, o Copilot, migrará para um sistema de cobrança por créditos em 1º de junho de 2026. A mudança afetará todos os perfis pagos — de usuários individuais a grandes corporações — e foi motivada pelo aumento dos custos operacionais para manter as novas funcionalidades de agentes de inteligência artificial.
Quem será impactado?
Qualquer pessoa ou empresa que hoje paga pelos planos Pro, Pro+, Business ou Enterprise terá a mensalidade convertida automaticamente em uma quantidade equivalente de “AI Credits”. Esses créditos serão descontados conforme o consumo de tokens durante interações com o Copilot.
Quanto custará?
Os preços base continuam iguais, mas agora representam um “saldo” de uso:
| Plano | Mensalidade (US$) | Crédito mensal (US$) |
|---|---|---|
| Copilot Pro | 10 | 10 |
| Copilot Pro+ | 39 | 39 |
| Copilot Business (por usuário) | 19 | 19 |
| Copilot Enterprise (por usuário) | 39 | 39 |
Quando os créditos acabarem, o assinante poderá adquirir pacotes adicionais para continuar utilizando os recursos de IA.
Período de transição
Clientes com planos Pro ou Pro+ ativos manterão as condições atuais até o fim da assinatura. Depois disso, a conta é convertida para o Copilot Free — caso o desenvolvedor queira continuar com capacidades completas, será necessário escolher um dos novos pacotes. A troca antecipada é permitida.
Benefícios temporários para empresas
Organizações receberão um bônus promocional entre junho e agosto de 2026: US$ 30 extras por usuário no Copilot Business e US$ 70 no Copilot Enterprise. Créditos não utilizados poderão ser realocados dentro da mesma empresa.
Por que o modelo mudou?
Segundo o GitHub, o Copilot se transformou em “uma plataforma de agentes capaz de executar sessões longas de codificação em múltiplas etapas”. Esse salto elevou o custo de inferência de IA a ponto de tornar o modelo de preço fixo insustentável. Ao cobrar por uso, a companhia espera alinhar gastos reais de servidores com a receita gerada, garantindo estabilidade do serviço a longo prazo.
O que muda na prática?
- Não há aumento de tarifa base, mas o usuário que ultrapassar o saldo precisará comprar créditos extras.
- Desenvolvedores que usam muito o Copilot verão variação mensal de custo.
- Empresas ganham flexibilidade para distribuir créditos entre equipes.
Perguntas frequentes
1. Vou perder funcionalidades se ficar sem créditos?
Sim. Quando o saldo de AI Credits zerar, recursos avançados de IA param de funcionar até a compra de mais créditos.
Imagem: Internet
2. O Copilot Free muda?
Não. A versão gratuita continua disponível, mas com limitações já conhecidas.
3. Como saber quantos créditos estou gastando?
Um painel em tempo real exibirá o consumo de tokens durante as sessões.
Olhar de mercado: impacto na Microsoft
A Microsoft, dona do GitHub, já monetiza IA em produtos como Azure OpenAI e Microsoft 365 Copilot. Analistas veem a mudança no GitHub como parte de uma estratégia maior para amortizar o custo de GPU e data centers.
| Ticker | Preço atual* | Potencial de valorização (12 meses) | Ponto de atenção |
|---|---|---|---|
| MSFT | US$ 420 | +12% | Capex elevado em IA |
| NVDA | US$ 900 | +8% | Dependência da demanda de data centers |
*Valores simulados para fins de exemplo.
Não surpreenderá se outras plataformas populares de desenvolvimento seguirem o caminho do GitHub, repassando parte do custo de IA diretamente ao usuário.
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