A Meta iniciou, nesta semana, uma nova leva de demissões que atinge centenas de profissionais em diversos departamentos de operações globais a vendas, passando pelo Facebook e pela divisão de realidade virtual Reality Labs. O enxugamento faz parte da estratégia do CEO Mark Zuckerberg de deslocar orçamento e talentos para projetos de inteligência artificial (IA).
Segundo fontes internas, parte dos colaboradores dispensados recebeu a opção de migrar para outras funções dentro da própria companhia, contanto que aceitassem trabalhar remotamente ou, em alguns casos, mudar de cidade. Ainda assim, o clima é de incerteza, já que cortes adicionais continuam em avaliação.
Por que a Meta está cortando agora?
A empresa vive uma reestruturação global desde o ano passado para competir com gigantes como OpenAI, Google e Anthropic. A ordem é priorizar:
- Modelos de linguagem de grande porte (large language models)
- Ferramentas de IA generativa integradas ao Facebook, Instagram e WhatsApp
- Dispositivos vestíveis, como óculos inteligentes com recursos de realidade aumentada
Em janeiro, a Meta já havia dispensado mais de 1.000 funcionários ligados ao Reality Labs — cerca de 10% da unidade responsável pelos headsets Quest e pela plataforma Horizon Worlds. Agora, o redirecionamento de verbas indica que o famoso “metaverso” deixou de ser a prioridade absoluta.
Impacto nos negócios
A companhia também estuda novos pacotes de remuneração em ações para reter executivos-chave. O incentivo só terá valor se metas agressivas forem alcançadas, uma jogada para alinhar a liderança aos objetivos de IA e, ao mesmo tempo, segurar talentos em um mercado aquecido.
Analistas de Wall Street enxergam a movimentação como um sinal de foco disciplinado em eficiência. No entanto, alertam: cortes muito profundos podem minar a moral interna e atrasar entregas importantes, sobretudo em hardware.
Perguntas frequentes
1. Quantos funcionários foram demitidos desta vez?
A Meta não divulgou números oficiais, mas fontes falam em “centenas” de cortes espalhados por várias áreas.
2. As demissões afetam serviços como Facebook e Instagram?
Sim. Equipes de produto e vendas ligadas às redes sociais também foram impactadas, mas os aplicativos continuam operando normalmente.
Imagem: Internet
3. O metaverso acabou?
Não exatamente. O Reality Labs segue ativo, porém com orçamento menor. A prioridade agora é IA.
4. Há vagas abertas na Meta?
Sim, mas focadas em ciência de dados, engenharia de IA e projetos de realidade aumentada.
Tabela rápida: vale comprar ações da Meta agora?
| Cenário | Ponto positivo | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Crescimento em IA | Investimentos robustos podem gerar novos fluxos de receita | Competição com players já consolidados |
| Redução de custos | Margens podem melhorar no curto prazo | Risco de perda de talentos e atrasos em P&D |
| Ações a caminho de novas máximas | Expectativa de lucros maiores em 2025 | Valuation elevado exige execução impecável |
Nota do autor: este quadro é meramente educativo e não constitui recomendação de investimento.
A guinada da Meta reforça um movimento abrangente no setor de tecnologia: quem não redirecionar verba para IA agora corre o risco de virar coadjuvante em poucos anos. A diferença é que Zuckerberg, que apostou pesado no metaverso, precisa provar a investidores que consegue virar o leme rapidamente sem naufragar a tripulação.
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