O mercado digital brasileiro iniciou 2026 firmando a internet como principal vitrine para anunciantes. Entre janeiro e março, as empresas injetaram US$ 1,087 bilhão em mídia online, valor que ressalta a expansão do ambiente digital na estratégia de Marketing.
Quem investiu mais
Dez segmentos concentraram a maior parte da verba. O E-commerce mantém a liderança, seguido por Software e Aplicativos e Automóveis. Na sequência aparecem Transações, Telecomunicações, Serviços Empresariais, Mídia, Universidades, Serviços Financeiros e, fechando o Top 10, Loterias e Apostas.
Marcas que mais abriram o bolso
A Shopee disparou na frente com US$ 28,1 milhões aplicados em mídia paga. OLX (US$ 10,3 milhões) e PagSeguro UOL (US$ 4,4 milhões) completam o pódio, confirmando a força de plataformas já consolidadas no varejo digital.
Preferência por vídeo e imagem
Todas as cinco campanhas mais caras do trimestre recorreram a formatos audiovisuais. O destaque ficou para “Dinheiro com a Shopee!”, acompanhada por “Autos e peças” (OLX) e “Venda com taxa zero e receba na hora” (PagBank). Principia Skincare e Pantene também figuram na lista, sinalizando diversidade de categorias que disputam atenção do consumidor.
Por dentro da audiência
O tráfego mobile representou 64,33% dos acessos, contra 35,67% no desktop, mantendo o celular como principal ponto de contato. Em variação de públicos, o nicho de automobilismo acelerou 94,24%, impulsionado por portais especializados.
Sites mais visitados
No ranking geral de visitas, Google.com, bet.br e YouTube.com ocupam as três primeiras posições. TikTok, WhatsApp, Instagram e Facebook reforçam a onipresença das redes sociais, enquanto Globo.com e Mercado Livre mostram o apetite por conteúdo e marketplace.
Oscilações de tráfego
O site s18.bet liderou o crescimento com salto superior a 5.000%. Na outra ponta, 99app.com teve a maior queda (-28,56%), seguido de aliexpress.com (-19,85%) e twitch.tv (-15,4%), ilustrando a rapidez com que preferências mudam na web.
Conclusão
O balanço do primeiro trimestre confirma que o bolso do anunciante está cada vez mais digital e aponta duas lições: quem domina o mobile tende a sair na frente e formatos em vídeo seguem como aposta segura para campanhas de alto impacto.
Imagem: Internet
Perguntas frequentes
Por que o E-commerce investe tanto?
Porque o varejo online depende de tráfego constante para converter vendas e o retorno sobre investimento em mídia costuma ser mensurável em tempo real.
Vídeo realmente converte mais?
Estudos indicam taxas de engajamento superiores quando a peça envolve som e movimento, o que explica a preferência dos anunciantes.
Mobile já superou o desktop?
Sim. Com 64,33% do tráfego, o smartphone é hoje o principal dispositivo de acesso no Brasil.
Tabela rápida: ações de empresas ligadas ao topo do ranking*
| Empresa | Ticker | Setor | P/L | Preço 12M |
|---|---|---|---|---|
| Mercado Livre | MELI34 | E-commerce | 77,2 | +32% |
| PAGS | PAGS34 | Pagamentos | 18,5 | -5% |
| Meta Platforms | M1TA34 | Redes Sociais | 29,8 | +48% |
| Alphabet | GOGL34 | Busca/Ads | 25,1 | +21% |
*Dados de mercado consultados em 15/04/2026. Não constituem recomendação de investimento.
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